terça-feira, 2 de setembro de 2008

Papel pra todo lado

Não é novidade para ninguém o atual enxame de papeizinhos que nos são oferecidos nas ruas junto daquele barulhinho dos papéis batendo uns aos outros. Virou marca registrada dos panfleteiros, como se aquilo é que realmente fosse chamar a sua atenção. Aqui no centro do Rio a coisa tomou proporções épicas. Não se dá mais de 5 passos sem que um deles se aproxime de você e lhe ofereça tal artefato. No meu tempo de moleque, já existiam os panfleteiros. E estes nos entregavam, em 100% dos casos, anúncios de ourives. E nos perguntávamos, "será que tanta gente negocia ouro assim?".

Pois bem, hoje, ao me dirigir ao trabalho, fui pegando todos os que apareciam (nunca pego). Foram 12 no total. E constatei que o percentual não alterou, mas o tema sim. Todos me entregaram panfletos com anúncios de "dinheiro fácil". E nesse caso acho que o resultado é bem melhor do que os panfletos do passado. Realmente o povo adora a palavra "fácil" sem saber em que furada está se metendo.

A coisa está tão evoluída que começou a chamar a atenção da Guarda Municipal, que já rechaça os camelôs e agora também os panfleteiros, que vêm ocupando espaço significativo nas ruas apertadas do centro. Entre a Rua Sete de Setembro e a Rua do Rosário a concentração é perturbadora.

É amigos, o povo tem de se virar e a gente é que paga o pato!!

Vai um papelzinho aí, “dotô”??

Um comentário:

Anônimo disse...

Alex, realmente esses papeizinhos são um inferno. Em publicidade, a gente chama de "spam", porque assim como um e-mail indevido, eles praticamente enfiam o papel na sua frente, sem autorização. E o pior disso é que muita gente que recebe joga no chão, tendo muitas vezes uma lata de lixo ao lado. Aí o que acontece: chove e alaga a rua, porque os "spams" entupiram o bueiro.
O Brasil só não é 4º Mundo, porque esta codificação acabou.